Diagnóstico da Osteoporose e tratamentos

Tratamentos para a Osteoporose

A Osteoporose é uma doença crônica que enfraquece os ossos e aumenta significativamente o risco de fraturas. Estima-se que cerca de 10 milhões de brasileiros convivam com a condição, sendo que apenas 20% possuem o diagnóstico. A presença de fraturas osteoporóticas são preditoras de novas lesões ósseas, especialmente durante o primeiro ano, caso nenhum tratamento seja instituído. Embora não tenha cura definitiva, a doença pode ser controlada com uma combinação de medicamentos e mudanças de estilo de vida que reduzem a progressão da perda óssea e previnem complicações. Aliás, o início precoce do tratamento pode reduzir o risco de uma nova fratura em até 60%.

Como é feito o diagnóstico da Osteoporose

O diagnóstico da Osteoporose pode ser desafiador, já que a doença é silenciosa e, na maioria dos casos, só se manifesta após a primeira fratura. A presença de fratura, aliás, já aponta para um diagnóstico de Osteoporose, além de uma densidade mineral óssea baixa, vista pela densitometria.  

A densitometria óssea é um exame simples, indolor e de baixa radiação, que mede a densidade mineral dos ossos, na coluna lombar e no quadril. Já a radiografia de coluna torácica e lombar são indicados para todos os pacientes com Osteoporose com objetivo de fazer busca ativa de fraturas vertebrais.

Além destes exames, os médicos levam em conta fatores de risco individuais, histórico familiar, uso de medicamentos, presença de doenças associadas e fraturas prévias. Testes laboratoriais também podem ser solicitados para avaliar níveis de cálcio, vitamina D e hormônios que interferem na saúde óssea.

Osteoporose primária e secundária

A Osteoporose pode ser classificada em dois grandes grupos:

Osteoporose primária

Está relacionada principalmente ao envelhecimento e às alterações hormonais, como a queda do estrogênio após a menopausa em mulheres ou da testosterona em homens mais velhos. É a forma mais comum da doença.

Osteoporose secundária

Ocorre como consequência de outras condições de saúde ou do uso prolongado de certos medicamentos. Doenças endócrinas (hipertireoidismo, hipogonadismo, menopausa precoce, síndrome de Cushing e diabetes tipo 1), doenças gastrointestinais que causam má absorção, doença renal crônica, artrite reumatóide, além do uso contínuo de corticóides, estão entre os principais fatores associados.

Até 30% das mulheres apresentam alguma causa secundária para Osteoporose e nos homens esse número pode chegar até 60%. Por isso, é fundamental a investigação de causas secundárias em todo paciente com Osteoporose, para que assim seja possível definir a melhor estratégia terapêutica para cada paciente.

Quais os tratamentos para a Osteoporose

O tratamento da Osteoporose baseia-se na estratificação de risco do paciente. Assim, os pacientes podem ser divididos em alto risco (fratura antiga ou FRAX alto risco) ou muito alto risco (fratura recente – até 1 ano, múltiplas fraturas, fraturas durante o tratamento ou usando medicações que interfiram na massa óssea, muito alto risco no FRAX, risco de queda aumentado ou densidade óssea muito ruim – abaixo de -3.0). 

Para garantir resultados duradouros, deve-se sempre associar o tratamento medicamentoso para controlar a evolução da doença com medidas de estilo de vida.

Tratamentos farmacológicos

Incluem medicamentos capazes de reduzir a perda óssea e/ou estimular a formação de osso novo. A escolha depende do risco de fraturas, idade, sexo, grau de comprometimento ósseo e perfil clínico do paciente.

Tratamentos não farmacológicos

Envolve alimentação rica em cálcio e vitamina D, exposição solar adequada, manutenção do peso estável, exercícios físicos regulares que priorizem o fortalecimento muscular (como musculação), equilíbrio e funcionalidade. Além disso, é fundamental a prevenção de quedas com adaptações no ambiente e parar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool.

Estratégias não farmacológicas: tão importantes quanto os remédios

Se por um lado os medicamentos atuam diretamente no metabolismo ósseo, os cuidados não farmacológicos são fundamentais para potencializar os resultados e proteger o paciente no dia a dia. Entre as principais medidas estão:

Atividade física regular: exercícios de resistência (musculação), impacto leve (caminhada, dança) e de equilíbrio (yoga, pilates, tai chi) ajudam a fortalecer ossos e músculos, além de reduzir o risco de quedas.

Alimentação adequada: uma dieta rica em cálcio (leite, queijos, iogurte) é essencial para a saúde dos ossos. A ingestão adequada de proteínas também deve ser valorizada, já que a massa muscular funciona como suporte para o esqueleto, ajudando a manter o equilíbrio e a reduzir o risco de quedas.

Exposição solar: Auxilia na síntese natural de vitamina D, que é importante para a absorção de cálcio no intestino.

Prevenção de quedas: adaptar o ambiente doméstico (remover tapetes soltos, melhorar a iluminação, instalar barras de apoio) e cuidar da visão e da audição são medidas simples, mas eficazes. Aqui, você acessa um guia antiqueda. 

Abandono de hábitos nocivos: parar de fumar e reduzir o consumo de álcool contribuem para preservar a massa óssea.

Controle de doenças associadas: tratar condições como diabetes, hipertireoidismo e artrite reumatoide ajuda a reduzir o impacto sobre a saúde óssea.

Educação em saúde: é fundamental a conscientização sobre a importância da adesão ao tratamento e da manutenção de hábitos saudáveis, tanto pelo próprio paciente quanto pelos seus amigos e familiares.

Tratamentos para a Osteoporose: um cuidado integrado

Os tratamentos para a Osteoporose vão muito além do uso de medicamentos. Exigem uma abordagem abrangente, que combina fármacos com mudanças no estilo de vida e acompanhamento multiprofissional. No entanto, quando iniciadas precocemente e seguidas corretamente, essas abordagens podem reduzir significativamente as fraturas, prolongar a autonomia e melhorar a qualidade de vida.

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